quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

An email sent by my friend!

10th grade

As I sat there in English class, I stared at the girl next to me. She was my so called "best friend". I stared at her long, silky hair, and wished she was mine. But she didn't notice me like that, and I knew it. After class, she walked up to me and asked me for the notes she had missed the day before and handed them to her. She said "thanks" and gave me a kiss on the cheek. I wanted to tell her, I want her to know that I don't want to be just friends, I love her but I'm just too shy, and I don't know why.

11th grade 

 
The phone rang. On the other end, it was her. She was in tears, mumbling on and on about how her love had broke her heart. She asked me to come over because she didn't want to be alone, so I did. As I sat next to her on the sofa, I stared at her soft eyes, wishing she was mine. After 2 hours, one Drew Barrymore movie, and three bags of chips, she decided to go to sleep. She looked at me, said "thanks" and gave me a kiss on the cheek. I want to tell her, I want her to know that I don't want to be just friends, I love her but I'm just too shy, and I don't know why.

Senior year 

 
The day before prom she walked to my locker. My date is sick" she said; he's not going to go well, I didn't have a date, and in 7th grade, we made a promise that if neither of us had dates, we would go together just as "best friends". So we did. Prom night, after everything was over, I was standing at her front door step. I stared at her as she smiled at me and stared at me with her crystal eyes. I want her to be mine, but she isn't think of me like that, and I know it. Then she said "I had the best time, thanks!" and gave me a kiss on the cheek. I want to tell her, I want her to know that I don't want to be just friends, I love her but I'm just too shy, and I don't know why.

Graduation Day 

 
A day passed, then a week, then a month. Before I could blink, it was graduation day. I watched as her perfect body floated like an angel up on stage to get her diploma. I wanted her to be mine, but she didn't notice me like that, and I knew it. Before everyone went home, she came to me in her smock and hat, and cried as I hugged her. Then she lifted her head from my shoulder and said, "you're my best friend, thanks" and gave me a kiss on the cheek. I want to tell her, I want her to know that I don't want to be just friends, I love her but I'm just too shy, and I don't know why.

A Few Years Later 

 
Now I sit in the pews of the church. That girl is getting married now. I watched her say "I do" and drive off to her new life, married to another man. I wanted her to be mine, but she didn't see me like that, and I knew it. But before she drove away, she came to me and said "you came!". She said "thanks" and kissed me on the cheek. I want to tell her, I want her to know that I don't want to be just friends, I love her but I'm just too shy, and I don't know why.

Funeral

 
Years passed, I looked down at the coffin of a girl who used to be my "best friend". At the service, they read a diary entry she had wrote in her high school years. This is what it read: I stare at him wishing he was mine, but he doesn't notice me like that, and I know it. I want to tell him, I want him to know that I don't want to be just friends, I love him but I'm just too shy, and I don't know why. I wish he would tell me he loved me! `I wish I did too...` I thought to my self, and I cried.

David Bowie Letter to Sandra Adams


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Voltei....

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pedrinho

O Pedro é o meu sobrinho que tem os olhos mais lindos de todos. Tem 9 anos e quer saber para que serve um blog.
Estive a mostrar-lhe o meu e a ensinar-lhe a postar.

Foi assim que nasceu este post : D

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Você me entendeu ao não entender

Você não perguntou se eu podia, ou se devia.
Você não me diminuiu para se sentir mais forte.
Você não se escandalizou com a mentira; eu não completei a verdade.
Você não pensou no futuro, não pesou as consequências, não penou antes da hora.
Você não se protegeu do que desconhecia.
Não alertou que sofreria comigo, e que depois não sairia ilesa.
Você não me forçou a adivinhá-la.
Não apelou para o bom senso.
Você não me inventou, muito menos queimou o rascunho.
Você não me ameaçou com gentilezas.
Não me incriminou com seus temores, não explicou seus traumas.
Não se fez de vítima como se eu estivesse atacando.
Não, você me carregou nos ombros pela cintura. Os dois dedos dentro do meu cinto empurrando a dança.
Não me solicitou prova, testemunhas, sinais.
Não emprestou a Deus o que acontecia em segredo.
Você lembrou do sinal-da-cruz longe da igreja.
Não me julgou por antigos amores.
Não me condicionou a amar como estava acostumada.
Não esperou que eu pronunciasse o que vinha escrito em carta.
Você me olhava com os cabelos.
Você não pediu fiança, recompensa, para se entregar.
Você veio com a roupa do corpo, com o corpo ainda sem culpa.
Você me fechou em suas pernas e deixou a porta aberta do quarto.
Você me exilou no desejo para me repatriar aos poucos.
Você esqueceu as janelas chiando na cozinha.
Você foi incapaz de me constranger quando desisti de responder.
Você não me incitou a casar contigo, não me incitou a namorar.
Você não isolou minhas frases, não alegou que era uma fase.
Você me perdoou como se não existisse.
Você me fez existir para que perdurasse.
Você não me reclamou distante, não cobrou que mandasse notícias.
Você desaparecia quando desaparecia e voltava quando voltava.
Você me afirmava quando me confundia.
Você segurava a nudez para que subisse.
Você não me comparou a ninguém, muito menos aquilo que já fui.
Você não me subornou com a infância ou com o medo da morte.
Você não explorou meus segredos para usá-los.
Você não quis que falasse para preencher as falhas.
Você arredondou os defeitos pela pressa de cuidá-los.
Você foi generosa com os meus ouvidos, confiando mais no vento do que na palavra.
Você me permitiu.
Você me entendeu ao não entender.

Você não teve nada a ver comigo - finalmente eu não me repetia.

Fabrício Carpinejar

domingo, 20 de abril de 2008

Adorei!!!!!!!!!!!



«(...)As almas gémeas quase nunca se encontram, mas, quando se encontram, abraçam-se. Naqueles momentos em que alguém diz uma coisa, que nunca ouvimos, mas reconhecemos não sei de onde. E em que mergulhamos sem querer, como se estivéssemos a visitar uma verdade que desconfiávamos existir, de onde desconfiamos ter vindo, mas aonde não tínhamos conseguído voltar.

O coração sente-se. A alma pressente-se. O coração anda aos saltos dentro do peito, a soluçar como um doido, tão óbvio que chega a chatear.

Mas a alma é uma rocha branca onde estão riscados os sinais indeléveis da nossa existência.

(...) Gémea não é igual. É parecida. Não é um espelho. É uma janela. Não é um reflexo. É uma refracção.

(...) O desejo de encontrar uma alma gémea não é o desejo de reafirmarmos a unicidade da nossa existência através de outro que é igual a nós. É precisamente o contrário. É poder descansar dessa demanda.

No fundo, todos nós duvidamos que tenhamos uma alma.

Senão não falávamos tanto dela.

Uma alma gémea é a prova que não estamos sozinhos.

(...) O estado normal de duas almas gémeas é o silêncio.

Não é o "não ser preciso falar" - é outra forma de falar, que consiste numa alma descansar na outra. Não é a paz dos amantes nem a cumplicidade muda dos amigos. Não precisa de amor nem de amizade para se entender.

As almas acharam-se. Não têm passado. Não se esforçaram. Estão.

É essa a maior paz do mundo. Como é que um ninho pode ser ninho doutro ninho? Duas almas gémeas podem ser. Como é que se reconhece a alma gémea? No abraço.

(...) Quando duas almas gémeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença.

(...) As almas gémeas revelam-se uma à outra. Não são iguais. Mas revelam-se de forma igual. Como se tivesse surgido, de repente, uma língua que só os dois conseguíssem falar.

(...) Toda a angústia do eu se dissipa. É-se inteira e naturalmente aceite. Sem perguntas. Sem condições. Sem promessas. E mergulha-se no outro como se já não fosse preciso existirmos.»

Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 24 de março de 2008

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Só por ser Natal e eu estar a trabalhar...


sábado, 8 de dezembro de 2007

Vou embora

Estou em GREVE!
Este blog vai ficar parado enquanto o Joca não voltar.
É que ninguém aguenta tantas saudades.......
Até lá, façam o favor de ser felizes.....



segunda-feira, 26 de novembro de 2007


O QUE É PRECISO TER EM MENTE (sem mentir) QUANDO UMA MULHER EXPERIMENTA ROUPAS ANTES DE SAIR


Fabrício Carpinejar

O homem nasceu para o halterofilismo. Levantar a moral da mulher.

De manhã, ela no banheiro, prova uma roupa e pede opinião ao marido.
- Linda!
(Ele pensa que ela finalmente está pronta)

Com o impacto, ela vai trocar de roupa e propõe um novo arranjo.
- Linda!!
(Ele pensa que ela finalmente está pronta)

Decide trocar tudo, do jeans e blusa põe um vestido.
- Linda!!!
(Ele não pensa mais)

Foram três combinações e cada vez que o marido inflacionava os pontos de exclamação, ela duvidava e alterava o conjunto. Parte ao trabalho emburrada, com a certeza de que o marido não a ama mais.

Casal sai atrasado de casa ao tentar a democracia.

Mulher não confia na sugestão do marido, confia na observação de outra mulher.

É como se o marido fosse obrigado a dizer aquilo. Mas se ele não declarasse, o que aconteceria?

De manhã, ela no banheiro, prova uma roupa e pede a opinião ao marido.
- Olha acho que a calça está um pouco abarrotada na cintura.
- Como abarrotada?
- Parece um saco.
- Tá me chamando de cimento?
- Não, pediu para que a ajudasse, pode colocar algo que deixa a bundinha mais arrepiada.
- Tá falando que minha bunda caiu?
- Não....

Decide trocar tudo, do jeans e blusa põe um vestido. Parte ao trabalho emburrada, com a certeza de que o marido não a ama mais.

Casal sai atrasado de casa ao tentar o golpe militar.

Qualquer comentário surgindo de uma boca feminina, não agrediria.

De manhã, ela no banheiro, prova uma roupa e pede a opinião a uma amiga.
- Olha acho que a calça está um pouco abarrotada na cintura.
- Também acho, lembra um saco.
- Pois é, pode tentar algo para valorizar as curvas.
- Boa idéia, nunca gostei mesmo desse jeans. Usei pouquíssimo.

Homem não é espelho de mulher, nem dele mesmo. A mulher tem independência e domínio no gosto, ela o deixa assistir, apenas isso. Entenda, é texto somente para leitura.

Quando confia no acerto, não desistirá da roupa, ainda que seja um parangolé. Quando não gosta de um detalhe ou uma peça, nada a demoverá. Nada. Nem o Tratado Lógico-filosófico, de Wittgenstein.

É uma coerência secreta. O homem não está ali para concordar ou discordar, apesar do pedido ter sido esse. O homem está ali para amá-la. Do jeito que vier.

Sempre que cobrar atraso ou pressa, ela derrubará o guarda-roupa, montará um brechó em cima da cama e encherá uma caixa de campanha do agasalho com o que não presta naquele amanhecer. Fica irritada com a pressão. Mas quando ele deixa o tempo livre, sem nenhuma irritação e aviso de despejo, botará a primeira roupa que cogitar e sairá determinada da melhor escolha.

O homem nasceu para o halterofilismo. Utiliza apenas os halteres errados. Deve levantar a imoral da mulher.

De manhã, ela no banheiro, prova uma roupa e pede opinião ao marido.
- Tira só um pouquinho essa blusa para enxergar melhor a inclinação de seus ombros. Assim, está linda.
- Gostou?
- Tira só um pouquinho essa calça, para andar em suas pernas. Assim, está linda.

Casal sai atrasado - e feliz - de casa porque sempre foi monárquico.

sábado, 24 de novembro de 2007

Melancolia

É preciso esconjurar, da forma que nos for possível, este diabo de vida que não sei porque é que nos foi dada e que se torna tão facilmente amarga se não opusermos ao tédio e aos aborrecimentos uma vontade de ferro. É preciso, numa palavra, agitar este corpo e este espírito que se delapidam um ao outro na estagnação e numa indolência que se confunde com um torpor. É preciso passar, necessariamente, do descanso ao trabalho - e reciprocamente: só assim estes parecerão, ao mesmo tempo, agradáveis e salutares. Um desgraçado que trabalhe sem cessar, sob o peso de tarefas inadiáveis, deve ser, sem dúvida, extremamente infeliz, mas um indivíduo que não faça mais do que divertir-se não encontrará nas suas distracções nem prazer nem tranquilidade; sente que luta contra o tédio e que este o prende pelos cabelos - como se fosse um fantasma que se colocasse sempre por detrás de cada distracção e espreitasse por cima do nosso ombro.
Não julgue, cara amiga, que eu só porque trabalho regularmente estou isento das investidas deste terrível inimigo; penso que, quando se tem uma certa disposição de espírito, é preciso termos uma imensa energia de forma a não nos deixarmos absorver e conseguir escapar, graças à nossa força de vontade, à melancolia em que caímos continuamente. O prazer que sinto, neste momento, em dialogar consigo acerca deste sentimento é mais uma prova de como eu me procuro agarrar, avidamente, sempre que tenho forças para isso, a todas as oportunidades para ocupar o espírito (ainda que seja referindo-me a este tédio, que procuro combater).
(...)Para me consolar, termino com este último axioma: que é por ter espírito que me aborreço.

Eugène Delacroix, in 'Diário'

sábado, 17 de novembro de 2007

Para o meu "2º marido"...

O SEGREDO DO CASAMENTO

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher.
As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue. Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo, no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo.
Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentam a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a frequentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria eu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquilhagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge. Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez ou seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro um novo círculo de amigos. Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro, e muitas uniões se desfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos da união anterior. Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive a seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão; por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par , se ainda der tempo, faça "valer a pena."
Stephen Kanitz

(Obrigada Olívia, pelo texto)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Amanhã o sol vai brilhar




I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

I think I can make it now, the pain is gone
All of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I’ve been prayin' for
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

Look all around, there’s nothin' but blue skies
Look straight ahead, nothin' but blue skies

I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


"Durante a nossa vida:
Conhecemos pessoas que vêm e que ficam,
Outras que, vêm e passam.
Existem aquelas que, vêm, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar..."

Charlie Chaplin

domingo, 4 de novembro de 2007

Desististe?


Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma. Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida. Às vezes, é preciso abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar fora a chave. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho, mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar. O sol, o vento o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então, esquecer.
As Crónicas da Margarida, Margarida Rebelo Pinto
(texto com supressões)